Daí importante se considerar que, a despeito das obrigações do Estado, das autoridades e da nossa sociedade como um todo, entendo que cabe principalmente aos pais destes jovens, frequentadores dos bailes funk, a responsabilidade mais direta quanto aos filhos, quanto à educação dos mesmos, e aqui eu me refiro não só a educação geral mas a orientação quanto à  segurança pessoal e de terceiros e à orientação sexual, no sentido de não exposição a riscos à sua própria vida, saúde e ao seu futuro. Tornar os bailes funk mais seguros para todos é algo que inclui uma série de medidas como, por exemplo, a fiscalização ostensiva pela polícia militar durante as festas, de maneira a proibir o ingresso de menores de dezoito anos quando houver bebida

alcóolica ou não for um ambiente moralmente aceito para um menor de idade, coibir o tráfico de drogas, a venda de bebida alcoólica  a menores de idade e o sexo em público, além da responsabilização civil e penal dos organizadores e promotores do baile e seus agentes pelo descumprimento à lei.

A atuação do Governo e da Prefeitura em um trabalho publicitário de conscientização destes jovens para a realidade destes bailes e as terríveis consequências que os mesmos podem acarretar, também é uma medida que ajudaria, já que as cam panhas publicitárias conseguem atingir, através da mídia, um maior número de pessoas. De outro lado, entendo que toda a sociedade e sobretudo os pais dos jovens que frequentam tais bailes devem conscientizar seus filhos sobre os riscos de tais festas, sobr e a iminente violência própria

aos pancadões, além da questão das drogas e da violência, também recorrentes nos bailes funk.

2- Muitos que frequentam esses bailes são menores de idade. Como os pais dessas crianças podem ser responsabilizados?
R. A responsabilidade civil parte do posicionamento que todo aquele que violar um dever jurídico através de um ato lícito ou ilícito, tem o dever de reparar, pois todos temos um dever jurídico originário, isto é, de não causar danos a outrem, e ao violar este dever jurídico originário, passamos a ter um dever jurídico sucessivo, o de reparar o dano que foi causado.
O Código Civil Brasileiro preconiza que “Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, aind a que exclusivamente moral, comete ato ilícito”, nos termos dos artigos 186, 187 e 927 do C.C.