2. Dos temascorrelacionados
Neste interegno visa-se citar algumas questões que se destacam:
a) Reprodução Medicamente Assistida (RMA): é também chamada de procriação medicamente assistida. Aqui, utiliza-se diversas técnicas médicas para auxiliar à reprodução humana. N ormalmente são utilizadas em casais inférteis ou portadores de algumas doenças virais. Destaca-se a técnica da inseminação artificial.
b) Gestação de substituição (“barriga de aluguel”): trata- se de uma técnica de reprodução artifi cial, na qual uma mãe substituta (barriga de aluguel) emprestará seu útero para viabilizar a gestação. Tal método não pressupõe o fato de ser oneroso, podendo ser gratuito, o que pela lei brasileira é indispensável que o seja.
c) Direitos do embrião e do nascituro: Nos termos do Artigo 2º do Cógigo Civil: "A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro". Os direitos do nascituro começam as surgir depois do nascimento, mas eles já lhe pertencem antes de nascer,
como por exemplo, o direito de nascer com dignidade, com saúde, com proteção estatal necessária, entre outros.
d) Eutanásia: é ato de antecipar a morte, quando a pessoa tem uma doença incurável, grave ao ponto de  causar um grande sofrimento, uma grande dor. Ressalta-se que não caberá eutanásia quando a doença for curável. No Brasil é um procedimento ilegal.
e) Distanásia: Como nos doutrina Maria Helena Diniz, "trata-se do prolongamento exagerado da morte de um paciente terminal ou tratamento inútil. Não visa prolongar a vida, mas sim o processo de morte" (DINIZ, Maria Helena. O estado atual do biodireito. São Paulo: Saraiva, 2001). Sobre esse assunto discorremos no
artgo Testamento Vital, neste site.

f) Ortanásia: aqui o doente já está em está em processo natural de morte e recebe uma contribuição do médico para seguir seu curso, sendo então a morte pelo processo natural. Logo, o médico deixa de pronlongar artificialmente o processo de morte. Como vemos, o Biodireito é amplo e, em nossa sociedade nem sempre
tem sido respeitado, seja pelas condições adversas enfrentadas pelas mães no SUS, seja pela fal ta de vigilância em relação ao cu mprimento da lei em casos que obviamente se requer ces área, trazendo com a economia do pouco a desgraça de muitos nascituros que veem se prolongar a agonia d o nascer, seja pelo preconceito indisfarçável contra a mulher que engravida sem marido, seja pelo repúdio à populaçao homossexual que deseja adotar " antes de curar-se", etc, etc. etc.
O Direito é grandioso, mas a mente brasileira ainda é mesquinha. A que se deve tamanho descompasso? Com certeza a outros direitos fundamentais relacionado à eduação que jamais foram cumpridos!
Qual é a parturiente que, tendo passado por um parto traumático, gerador de sequelas para sua criança, recorre a um advogado contra o Estado para exigir a devida indenização e punição?
Tudo se suporta neste Brasil macunaímico, o que é um herança grave. Esta consciência do Direito com o um direito inato e biológico deveria ser incutida no pobre e no rico desde os primeiros anos. Mas, não o é