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                                                            Coparentabilidade

É com satisfação que, no momento em que esse artigo é escrito, já tivemos nosso primeiro caso muito bem-sucedido de coparentalidade, e o fruto dessa sociedade acaba de nascer, o menino Giovani, para grande felicidade de Paula (nome fictício), homossexual, e Ismael (nome fictício), heterossexual.
Por muito tempo o casamento foi amplamente usado na Europa medieval como modo de formar e manter alianças políticas e militares. Reis, príncipes, rainhas, princesas e demais membros da nobreza sujeitavam-se a casamentos com o único interesse de firmar tratados e assegurar a estabilidade econômica de uma
região. O caráter irrevogável que a união matrimonial possuía tinha sentido de estabilidade nas relações entre os grupos de interesse.
Obviamente, os casamentos entre cidadãos comuns ainda aconteciam de acordo com as estipulações sociais e religiosas. No entanto, na idade média frequentemente o nascituro não viria a conhecer seu pai, e por vezes, sequer sua mãe.
O processo coletivo de garantia da sobrevivência, que compreende a busca por matérias-primas, o processamento destas e a sua distribuição, é o que chamamos de produção, ou economia. Da caça e coleta inicial evoluímos para a agricultura e pecuária e a propriedade privada. Evoluímos para o feudalismo e daí para o atual capitalismo, onde, novamente, como no feudalismo uma pequena parcela da população controla os meios de produção (terras, fábricas, máquinas, matérias-primas etc.), restando aos demais nenhuma opção exceto vender a sua força de trabalho em troca de um valor menor do que aquele que ela produz com a sua ação transformadora.